quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Temporário homem


















Suspiro invade a noite
insônia do perfil mundano
palavras soníferas
cuspidas gavetas burocráticas
esconde sonhos
revolução paga
vende-se
aluga-se
compra-se
trajetória idéias de empréstimo
invisível homem-cotidiano
carros fuzilam esperança
seu único ardono

Circo


















Estreia a vinda
da bailarina
alma livre insânia
se equilibra no rolo compressor
alumiando o único fio condutor de turbilhão
onde segura o palhaço
caminhando cego entre os canhões
com o sopro da afrodite
ao encontro do mar.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"a saudade corta como aço de navalha"












O silêncio entre as folhas secas
sopra e dissipa a brisa da solidão

Me perco e encontro no olhar tenro que nos rodopia
construo e desorganizo o pensamento no sussurro de tuas palavras

O vento nos envolve ao emaranhar das salivas se pérpetua na aurora
a alma canta anunciando a chuva-criadeira

Acolhe a luz e finca a saudades numa penumbra do asfalto